Indicadores de segurança dos alimentos e o BSC – Balanced Scorecard

Facebook
LinkedIn
WhatsApp

Muitas empresas têm indicadores, gráficos, planilha, meta mensal. Cada área acompanha o seu, cada gestor olha para o que é cobrado e, no fim, pouca gente enxerga como tudo isso se conecta com a estratégia da empresa. E quando falamos de segurança dos alimentos, estes indicadores ficam direcionados exclusivamente ao departamento de qualidade, mas não seria mais interessante se fizessem parte da estratégia do negócio? E se pudéssemos organizar as ideias para contemplar diferentes pontos de vista para a segurança dos alimentos, pensando em aprendizagem, processos, custos…?

É nesse ponto que o BSC pode auxiliar. O BSC, abreviação para Balanced Scorecard, divide os objetivos da empresa em quatro perspectivas: Finanças, Clientes, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento. Ele serve para organizar o pensamento e ajuda a empresa a entender e programar os objetivos de forma balanceada. 

Quando a gente olha para a segurança dos alimentos pelas quatro perspectivas do BSC, o raciocínio pode ficar mais claro.

O Balanced Scorecard é uma ferramenta para organização balanceada dos indicadores do negócio onde podemos incluir perspectivas de indicadores para a segurança dos alimentos.

Na perspectiva financeira, a pergunta é simples: quanto custa uma não conformidade? Todo desvio gera uma perda. Pode ser descarte, retrabalho, parada de linha ou até perda de confiança do cliente e da marca. Quando esse custo aparece nos indicadores, a segurança dos alimentos demonstra em números o resultado do negócio.

Na perspectiva de clientes, o foco é a confiança. O consumidor não conhece o processo, não vê os controles, não participa das auditorias. Ele só faz uma pergunta silenciosa: posso confiar nesse alimento? Reclamações, devoluções e percepções de qualidade dizem muito sobre essa resposta.

Já na perspectiva de processos internos, a segurança realmente acontece. É no cuidado diário, na disciplina das rotinas, no cumprimento dos procedimentos e na atenção aos detalhes. Auditorias, desvios e resultados de análise mostram se o processo está saudável ou não.

Por fim, a perspectiva de aprendizado e crescimento lembra uma coisa importante: sistema nenhum funciona sem gente preparada. Treinamento, liderança presente e ambiente de confiança sustentam todos os outros resultados.

Quando os indicadores são organizados dessa forma, a segurança dos alimentos deixa de ser um conjunto de números isolados. Ela passa a fazer parte da estratégia. E quando cada área entende como contribui para esse todo, os indicadores deixam de ser obrigação e começam, de fato, a fazer sentido.

Para concluirmos a reflexão de hoje, trago alguns insights:

Perspectiva financeira

Focada no impacto econômico das falhas ou das ações preventivas.

  • Custo de não qualidade relacionado a desvios de segurança dos alimentos
  • Valor de produto descartado por contaminação ou não conformidade

Perspectiva de clientes

Relacionada à confiança e à percepção do mercado.

  • Número de reclamações de clientes ligadas à segurança dos alimentos

Perspectiva de processos internos

Onde a segurança realmente acontece no dia a dia.

  • Percentual de conformidade em auditorias de BPF
  • Número de desvios, não conformidades

Perspectiva de aprendizado e crescimento

Ligada às pessoas, treinamento e cultura.

  • Percentual de colaboradores treinados em segurança dos alimentos
  • Horas de treinamento em áreas críticas por colaborador

No fim das contas, o BSC só ajuda a empresa a enxergar o que muitas vezes já estava ali, porém de forma balanceada.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.