Uma publicação científica recente no Journal of Food Protection (Elsevier), conduzida por pesquisadores da Universidade do Nebraska, apresentou achados importantes sobre os efeitos do armazenamento de swab – temperatura e tempo -, nas análises de recuperação de resíduos de alergênicos.
Foram testados swabs da Neogen Environmental Swabs, para os alergênicos: amendoim, leite e glúten, em concentrações previamente conhecidas. Foram simuladas condições de temperatura (-20, 4 e 37°C) e tempo (0, 1, 3, 5, 7, 10 e 14 dias) de estocagem. Análises foram conduzidas utilizando duas metodologias ELISA: Neogen Veratox® e Morinaga.
Algumas conclusões relevantes da pesquisa:
Podem ocorrer diferentes resultados de extração entre os kits específicos para cada alergênico.
Temperaturas mais baixas preservam melhor os resíduos de alergênicos nos swabs.
- Swabs armazenados a 4°C ou -20°C apresentaram maiores taxas de recuperação dos alergênicos ao longo do tempo;
- Temperaturas mais altas (temperatura ambiente e 37°C) reduziram significativamente a recuperação.
O tempo de armazenamento influencia a recuperação, principalmente nas primeiras 24 h.
- Para amendoim e leite analisados com um dos kits ELISA (Veratox), houve queda significativa na recuperação já entre o dia 0 e o dia 1. Após esse período, a redução tende a estabilizar.
O desempenho depende do método analítico utilizado (kits ELISA).
- O kit Morinaga ELISA apresentou recuperações mais consistentes e estáveis ao longo dos 14 dias de armazenamento.
- O kit Veratox mostrou maior variabilidade e maior perda de recuperação.
O comportamento varia entre os alergênicos testados.
- Glúten foi o mais estável, mantendo recuperação relativamente constante ao longo do tempo.
- Amendoim e leite foram mais sensíveis à degradação ou perda de recuperação.
Diversos fatores podem impactar os resultados de recuperação entre diferentes metodologias ELISA, como: procedimentos de amostragem, curvas de calibração de proteína, faixa de quantificação e expressão dos resultados.
É importante que as indústrias, ao realizarem análises de proteína alergênica, conheçam esses impactos e os considerem como potenciais fontes de incerteza na realização das suas análises.
O estudo completo pode ser acessado diretamente nesse link.





