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Conteúdo para segurança de alimentos

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Alergênicos
Diogo Ximenes

A informação que acompanha o alimento — Parte 03: Delivery: o alimento viaja… a informação nem sempre acompanha

O pedido é feito por um aplicativo. Alguns toques na tela, poucos minutos de espera. Logo a campainha toca. O entregador chega com a sacola térmica, o alimento ainda quente, o cheiro convidativo. O alimento parece perfeito. A refeição começa imediatamente. Mas existe algo curioso nessa cena, algo que quase ninguém percebe: quando aquele alimento saiu da cozinha, ele possuía uma série de informações importantes de seus ingredientes: Ingredientes; Alergênicos; instruções de conservação; validade; origem. No entanto, ao chegar à mesa do consumidor, muitas dessas informações já não estão mais presentes. O alimento chegou rápido. A informação, nem sempre.   Segurança de alimentos não depende apenas de produzir alimentos seguros. Depende também de manter a informação sobre esses alimentos circulando

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Microplastico_ThiagoMendonca_FoodSafetyBrazil
Sem Categoria
Thiago Mendonça

Microplásticos nos alimentos: devemos nos preocupar?

    O que são microplásticos? Os microplásticos são partículas plásticas com dimensão que pode variar entre 1nm até 5mm. Normalmente são advindas da degradação de plásticos maiores ou mesmo produzidas intencionalmente em tamanho microscópico. Os microplásticos também se degradam, alcançando a dimensão de 1µm (nanoplásticos). Segundo o FDA, eles estão presentes em todo o mundo, desde recifes de corais no fundo do mar, bem como no ar e, inclusive, em alimentos. Como chegam aos alimentos? Nos últimos anos, os microplásticos tem sido identificados em uma vasta gama de alimentos, como frutos do mar, sal, processados e bebidas. A sua presença nos alimentos está associada, primariamente, ao ambiente em que o alimento é cultivado. Como evidência disso, em 2022 a organização

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procedimentos não são seguidos
Meu olhar
André Pontes

Seu procedimento atende à auditoria, mas atende à operação?

Na indústria de alimentos, poucos elementos são tão bem estruturados quanto os procedimentos. Eles existem, estão documentados, revisados com suas respectivas versões em busca do atendimento aos requisitos normativos.  São apresentados em auditorias e, na maioria das vezes, cumprem exatamente o que se espera deles do ponto de vista do sistema de gestão. Mas existe uma pergunta que nem sempre é feita com a mesma profundidade: Esse procedimento realmente representa o que acontece na operação? Seu procedimento atende à auditoria, mas atende à operação? Porque, quando olhamos mais de perto, não é incomum encontrar dois cenários convivendo em paralelo: Um está no papel, organizado, claro, validado. O outro está na rotina, adaptado, ajustado, muitas vezes distante do que foi descrito.

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Sem Categoria
Marco Túlio Bertolino

Complementaridade entre ISO 22000 e ISO 9001

A gestão da qualidade no setor alimentício exige uma compreensão clara de dois pilares fundamentais: a garantia de que o produto não cause dano ao consumidor (qualidade intrínseca) e a capacidade de atender, de forma consistente, às expectativas do mercado (qualidade percebida). Nesse contexto, as normas ISO 22000 e ISO 9001 não devem ser vistas como alternativas, mas como instrumentos complementares que atuam em níveis distintos e sinérgicos dentro das organizações. A ISO 22000 possui um foco técnico e específico na segurança dos alimentos, ou seja, naquilo que se convencionou chamar de inocuidade. Trata-se da garantia de que alimentos e bebidas não apresentem perigos significativos ao consumidor, o que implica o controle rigoroso de contaminantes de natureza química, física e

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Food Safety no Mundo
Marco Túlio Bertolino

Riscos da confusão entre alimentos comestíveis e tóxicos

Diversos acidentes graves e até fatais ocorrem todos os anos em razão da confusão entre alimentos naturais comestíveis e espécies tóxicas visualmente semelhantes. Esse problema é especialmente relevante em contextos de coleta doméstica, consumo de alimentos silvestres e uso de plantas fora da cadeia formal de produção e controle sanitário. Dados epidemiológicos disponíveis indicam que essa confusão representa um problema global de segurança dos alimentos (food safety). Na China, sistemas nacionais de vigilância registram anualmente centenas de surtos de intoxicação por cogumelos silvestres, envolvendo milhares de pessoas e dezenas de mortes, quase sempre associados à identificação incorreta de espécies comestíveis e venenosas. Nos Estados Unidos, dados dos Centros de Controle de Intoxicações apontam mais de 130 mil exposições a cogumelos

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Aprendi Hoje
Diego Campelo dos Santos

Qual a diferença entre alimentos light e diet?

A diferença entre os termos “light” e “diet” nos rótulos de alimentos ainda gera muitas dúvidas entre consumidores. Ambos indicam mudanças na composição do produto quando comparado à versão tradicional. No entanto, cada termo possui um significado específico e finalidades distintas. Compreender essa diferença ajuda o consumidor a fazer escolhas alimentares mais adequadas. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) define os critérios para o uso dessas denominações nos rótulos. O que significa o termo diet O termo diet identifica alimentos que tiveram a retirada total de um nutriente específico. Esse nutriente pode ser açúcar, sódio, gordura, proteína ou outro componente da formulação. A indústria desenvolve produtos diet para atender necessidades alimentares específicas. Isso ocorre em casos como:

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gerente de qualidade observa o futuro usando graficos
Boas práticas de fabricação
Flavio Quadra

Análise de tendências no controle de pragas: quando os gráficos são insuficientes

Durante muitos anos, programas de controle de pragas em indústrias de alimentos foram avaliados por critérios relativamente simples: número adequado de armadilhas, aplicação periódica de tratamentos, uso de iscas e emissão de relatórios técnicos após cada visita. Em muitos casos, a consolidação de dados trimestrais era considerada suficiente para demonstrar conformidade sanitária. Esse modelo antigo funciona em um contexto regulatório e de mercado menos exigente. Quando os registros eram mais simples, auditorias menos detalhadas e certos conceitos, hoje fundamentais para o setor, como rastreabilidade, cultura de segurança de alimentos e gestão integrada de riscos, ainda eram pouco desenvolvidos. Esse cenário mudou A evolução das legislações sanitárias, o fortalecimento dos protocolos internacionais de certificação e a pressão crescente do consumidor transformaram

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Fator RH
Cíntia Malagutti

Publicada a 2ª versão do Documento de Posição da GFSI sobre Cultura de Segurança de Alimentos

Lá em 2018 abordamos em um post a 1ª edição deste documento, traduzido por voluntário (veja aqui). Agora, no dia 26/03/26 (bem fresquinho!), a GFSI refina o arcabouço global para a cultura de segurança de alimentos ao incorporar as pesquisas acadêmicas mais recentes e o feedback dos stakeholders desde 2018, após a ampliação da compreensão de como a cultura organizacional interage com os sistemas de segurança de alimentos, reforçando-os mutuamente. Isso não significa que todo o valioso trabalho do grupo técnico que apoiou o documento de 2018 tenha sido descartado. Em vez disso, esta edição representa uma evolução conceitual para definir e descrever a cultura de segurança de alimentos e as suas dimensões. Ele esclarece o papel da GFSI como

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Perigos biológicos
Aline Rezende Rodrigues

Recall de fórmulas infantis no Brasil, em 2026

O ano de 2026 começou com importantes recalls de alimentos no Brasil, com destaque para a contaminação de fórmulas infantis. Uma medida da Anvisa (Resolução 32/2026), publicada no dia 7 de janeiro, determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis. A motivação é o risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia, entre outros sintomas como sonolência e confusão mental. O Bacillus cereus é um dos principais agentes causadores de doenças transmitidas por alimentos. Importante no caso dessa bactéria é que a doença é causada pela toxina gerada por ela e não pela própria bactéria. Por se tratar de uma bactéria anaeróbica, ela

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Entrevista
Cristina de Abreu Constantino

Conheça mais sobre a BRAFP e a IAFP, organizações dedicadas à segurança dos alimentos

Caros leitores, neste artigo trago uma entrevista com Caio Carvalho, para que você conheça mais sobre a BRAFP e IAFP. São duas renomadas instituições que fazem muita diferença para a indústria de alimentos no Brasil e no mundo. Caio é pós-graduado em Gestão da Segurança dos Alimentos pelo SENAC e graduado em Ciência e Tecnologia de Laticínios pela UFV. É um profissional com mais de 15 anos de experiência em microbiologia, segurança dos alimentos e qualidade, atuando em indústrias de bebidas, ingredientes, nutrição animal, equipamentos e embalagens. É o atual presidente da Associação Brasileira para Proteção dos Alimentos (BRAFP – 2026–2027) e ex-membro da diretoria da Associação Internacional Para Proteção dos Alimentos (IAFP – 2024-2025). Cristina: Caio, como funciona a

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Food Safety no Mundo
Marieli Rosseto

O mito da segurança no congelamento de alimentos

Um recall recente de blueberries congelados contaminados por Listeria monocytogenes reforça um erro comum: pensar que o congelamento de alimentos elimina riscos microbiológicos. Em fevereiro de 2026, mais de 55 mil libras de blueberries congelados foram recolhidas nos Estados Unidos após a detecção potencial de Listeria monocytogenes. O recall, iniciado pela Oregon Potato Company e posteriormente classificado pela FDA como Classe I — o nível mais alto de risco sanitário, envolveu produtos distribuídos para a indústria de alimentos e serviços alimentícios em vários estados e no Canadá. O episódio traz uma lição importante para a indústria: o congelamento não é uma etapa de eliminação de patógenos. Ele apenas reduz a atividade microbiana, permitindo que microrganismos sobrevivam e voltem a crescer

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Food Safety no Mundo
Camila Chadad

5 paradoxos da cadeia de alimentos: entendendo as contradições do sistema e os desafios da segurança de alimentos

Quem atua na área de alimentos sabe da sua complexidade e conhece na prática alguns dos desafios da cadeia produtiva. Quem já parou para imaginar quantos quilômetros um alimento pode percorrer até ser consumido conclui rapidamente que manter sua qualidade e segurança e também a credibilidade das informações ao longo dos elos é, no mínimo, desafiador. A cadeia de alimentos conecta produção primária e seus territórios rurais com os sistemas produtivos que incluem indústria, transporte e armazenamento e seus desafios de logística até alcançar os consumidores através dos diversos tipos de pontos de venda. Lembrando que as embalagens em todos os seus formatos acompanham todo esse caminho. Toda essa complexidade traz para a cadeia de alimentos um caminho cheio de

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Ferramentas de gestão
Tania Lopes

A segurança dos alimentos está se tornando complexa demais?

Nas últimas décadas, a segurança dos alimentos evoluiu de forma extraordinária. O que antes se baseava sobretudo em boas práticas e experiência acumulada passou a ser estruturado em sistemas robustos de gestão, sustentados por normas, certificações e metodologias reconhecidas internacionalmente. Assim, podemos dizer que aumentou a complexidade da segurança de alimentos. Hoje falamos de HACCP, auditorias, indicadores de desempenho, cultura de segurança dos alimentos e, mais recentemente, de digitalização e Indústria 4.0. As empresas dispõem de ferramentas cada vez mais sofisticadas para monitorizar processos, rastrear produtos e demonstrar conformidade com requisitos legais e normativos. Esta evolução trouxe ganhos claros: maior controle, maior transparência e maior capacidade de prevenção de riscos. No entanto, à medida que os sistemas se tornam mais

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Estudo sobre armazenamento de swab e recuperação de alergênicos

Uma publicação científica recente no Journal of Food Protection (Elsevier), conduzida por pesquisadores da Universidade do Nebraska, apresentou achados importantes sobre os efeitos do armazenamento de swab – temperatura e tempo -, nas análises de recuperação de resíduos de alergênicos. Foram testados swabs da Neogen Environmental Swabs, para os alergênicos: amendoim, leite e glúten, em concentrações previamente conhecidas. Foram simuladas condições de temperatura (-20, 4 e 37°C) e tempo (0, 1, 3, 5, 7, 10 e 14 dias) de estocagem. Análises foram conduzidas utilizando duas metodologias ELISA: Neogen Veratox® e Morinaga. Algumas conclusões relevantes da pesquisa: Podem ocorrer diferentes resultados de extração entre os kits específicos para cada alergênico. Temperaturas mais baixas preservam melhor os resíduos de alergênicos nos swabs.

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Contaminação cruzada: o que é e como evitar

A contaminação cruzada representa um dos principais riscos para a segurança dos alimentos. Ela ocorre quando microrganismos, substâncias químicas ou corpos estranhos passam de um alimento, superfície, utensílio ou manipulador para outro alimento. Esse processo pode acontecer de forma direta ou indireta. Assim, muitas vezes ele passa despercebido durante a manipulação, o armazenamento ou o preparo dos alimentos. Por isso, compreender a contaminação cruzada e aplicar medidas preventivas é fundamental. Dessa forma, as empresas conseguem garantir alimentos mais seguros e de melhor qualidade. Como ocorre a contaminação cruzada A contaminação cruzada ocorre quando um alimento contaminado entra em contato com outro alimento seguro para consumo. Em geral, esse contato acontece durante as etapas de manipulação. Um exemplo: manipuladores podem aproximar alimentos

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O recall da Ajinomoto nos EUA e o risco de vidro em alimentos

Um recall multimarca e de grande escala nos Estados Unidos recoloca um tema incômodo no centro da segurança dos alimentos: perigos físicos continuam capazes de gerar dano ao consumidor, crise reputacional e revisão urgente de controles industriais. Em 3 de março de 2026, o USDA/FSIS anunciou a expansão do recall da Ajinomoto Foods North America para 36.987.575 libras de alimentos congelados, após a inclusão de 33.617.045 libras adicionais por possível presença de fragmentos de vidro. O caso envolve diferentes marcas e categorias de produtos, incluindo fried rice, ramen e shu mai, e merece atenção não só pelo tamanho, mas pelo tipo de problema que ele sinaliza: quando o controle de corpo estranho falha em um ponto compartilhado do processo ou

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IFS publica guia sobre diretrizes de auditoria

A IFS constantemente publica guias que auxiliam as organizações em seus sistemas de gestão. Recentemente escrevemos aqui no blog sobre o Guia de gerenciamento de corpos estranhos e o White paper de alergênicos. O documento da vez é o Guia de Boas Práticas de auditoria, que pode ser acessado diretamente no site da IFS. Ele descreve como conduzir auditorias consistentes, baseadas em evidências e centradas em produtos, garantindo resultados comparáveis entre auditores e organismos certificadores. As orientações do guia são para auditorias IFS, que podem não refletir em detalhes as exigências de outros esquemas de certificação. Entretanto, diversas boas práticas podem ser extraídas do documento, que apresenta a seguinte estrutura: Parte 1 – Fundamentos da auditoria: Apresenta os princípios e

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III Congresso de Segurança e Qualidade de Alimentos

Faculdade de Engenharia de Alimentos – UNICAMP No período de 25 a 27 de maio a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp entregará à comunidade acadêmica e profissionais conectados à produção de alimentos mais uma edição do Congresso de Segurança e Qualidade de Alimentos. Um evento consolidado e relevante para quem pensa food safety, resultante de sucessivos workshops realizados pelo time docente e discente desde 2017. Nessa terceira edição os participantes poderão aderir ao formato presencial ou virtual. Uma oportunidade imperdível para profissionais e acadêmicos mobilizados na elaboração e execução de tecnologia para produção e alimentos. É um evento que traz um viés científico, com total aplicabilidade na realidade industrial. A equipe organizadora é composta pelos notáveis professores da

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