No mês de maio aconteceu o nosso 18° Food Safety Brazil Meeting. Este evento trouxe uma rica discussão sobre as alterações da versão 7 da FSSC 22000. E tivemos um recorde de participantes, com mais de 800 inscritos para esse webinar.
Para debater o assunto tema, iniciamos o encontro com a apresentação de Ana Pelegrino, diretora da QIMA. Ela trouxe insights sobre as principais não conformidades da versão 6 e falou ainda do prazo para a atualização da versão pelas empresas, que é de 1 ano. Até o final de maio de 2027 as empresas podem seguir trabalhando na versão 6 da norma; a partir dessa data já precisam migrar para a versão 7.
A segunda palestra foi da nossa colunista Juliane Dias, que analisou alguns tópicos das alterações, considerando o compromisso com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Ela fez links entre cada um dos objetivos e as alterações propostas na nova versão da norma:
Objetivo 2 – Fome zero – pensando na segurança de alimentos, nosso compromisso é produzir alimentos livres de perigos, sejam eles biológicos, químicos ou físicos;
Objetivo 3 – Saúde e bem-estar – aqui a segurança de alimentos entra como ferramenta para prevenir as doenças transmitidas por alimentos;
Objetivo 12 – Consumo e produção responsável – a segurança de alimentos está alinhada com procedimentos que visem diminuir perdas e desperdícios e a partir da versão 7 as metas devem ser claras com mensuração descrita;
Objetivo 13 – Ação contra mudanças climáticas – como o clima afeta a contaminação e a conservação dos alimentos, o que tem impacto direto na segurança de alimentos.
Um ponto abordado foi com relação às alterações que a versão 7 traz para as empresas que produzem embalagens utilizadas em alimentos. Esse foi um dos assuntos que gerou dúvida na audiência do webinar.
Pensando na rotulagem, o design e desenvolvimento dos rótulos passa por uma mudança: o fornecedor da embalagem também tem participação e responsabilidade nas informações que constam no rótulo.
E outro ponto é que a norma prevê implicações sobre o material utilizado nas embalagens de alimentos. Deve também existir a preocupação relativa à redução de perdas por deterioração dos alimentos, o que tem ação direta na vida útil deles. Fica mais clara a necessidade de uma comunicação efetiva sobre como manusear e preservar os alimentos.
Depois tivemos a terceira palestra, com a colunista Cintia Malagutti, que trouxe um assunto bastante debatido durante as perguntas dos participantes, que foi sobre o uso da inteligência artificial nas auditorias.
O mundo tem se tornado cada vez mais tecnológico e nos processos de auditoria isso não poderia ser diferente, e como foi muito bem discutido pela Cintia, com esse processo passamos de um de uma auditoria com visão fotográfica pontual para um filme contínuo. Ou seja, os dados passam a ser gerados ao longo do tempo e durante o processo de auditoria o auditor conseguirá ter acesso a essas informações temporais e não mais pontuais. Para que esse trabalho seja possível no dia a dia das empresas, o ponto crucial é a transparência e confiabilidade dos dados gerados.
Como as empresas devem se preparar para esse processo foi um dos questionamentos que recebemos. Como fazer a transição dos dados dos papéis para bancos de dados digitais? Cintia destacou que esse é um movimento inicial e os auditores serão os primeiros a trabalhar com a ferramenta.
Durante todo o evento, a QIMA foi trazendo questões para verificarmos o momento dos participantes e pudemos perceber que muitos estavam no evento para receber as primeiras informações sobre a versão 7.
Para ter acesso ao evento completo, clique no link abaixo:
FSSC 22000 na v.7: O que vem agora?
O evento foi um sucesso e ficamos muito felizes em compartilhar informações tão relevantes com nossos leitores. Que venham outros encontros!














